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Reunião científica no Rio de Janeiro discute o trabalho escravo

escravidaoA Universidade Federal do Rio de Janeiro realiza, entre os dias 21 e 23 de outubro, a terceira edição da Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas. O evento vai reunir a comunidade acadêmica no debate sobre novos sentidos da escravidão, como combatê-la, e a presença do trabalho escravo na atualidade. Pesquisadores e especialistas relacionados ao tema vão participar de sessões de apresentação e debate no evento, promovido pelo Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo, que faz parte do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Centro de Filosofia e Ciências Humanas.

O primeiro dia de debate terá foco em temas relacionados a migração e trabalho, com apresentações de Leonardo Sakamoto, da Universidade de São Paulo (USP);  Helion Povoa e José Roberto Novaes, da UFRJ, entre outros estudiosos. As apresentações abordarão temas relacionados à representação política e combate ao trabalho escravo, e à escravidão no século XXI.

O segundo dia de discussões contará com a presença de procuradores regionais do trabalho e pesquisadores. Os temas serão a escravidão e os direitos humanos no Brasil, na Espanha e na Europa, com debate sobre o conceito de trabalho escravo como crime. No último dia da Reunião, serão apresentados relatos sobre a reinserção profissional do trabalhador escravo, denúncias de escravidão no Mato Grosso, e campanhas educativas para prevenção e combate dessa prática.

A Reunião Científica acontece no Auditório do Anexo do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), 3º andar. Endereço: Avenida Pasteur, 250, Botafogo, Rio de Janeiro.

Confira abaixo a programação completa do evento:

21 de outubro
9h – Abertura
9h30 – Apresentação Migração e Trabalho
Representação política do trabalho escravo no Brasil contemporâneo
O combate ao trabalho escravo na cana de açúcar no estado de São Paulo
Manutenção do trabalhador escravizado nos canaviais sem desrespeitar os direitos trabalhistas
11h30 – Debate
13h30 - Apresentação Migração e Trabalho
Projetos de desenvolvimento, deslocamentos compulsórios e fragilização de populações locais
Novos sentidos da pobreza e refuncionalização da servidão – O trabalho escravo no Brasil no século XXI
Economia da precisão: estratégias de sobrevivência dos trabalhadores rurais em Codó, Maranhão
Reflexões sobre a violência no processo migratório
Mulheres de Atenas
15h50 - Debate

22 de outubro
9h - Apresentações: Trabalhado escravo como fenômeno internacional
Global Production Networks and the Problem of Forced
Labour in the European and UK Contexts.
Espanha - Tráfico de mulheres: expressão de desejo versus realidade dos fatos
Imagens do escravo na literatura romana: Apuleio.
11h20 - Debate.
13h30 - Apresentação Poder público e sociedade civil
Restrições das liberdades substantivas como indutoras do trabalho análogo à escravidão.
Trabalho escravo contemporâneo:  crime e conceito.
MST Relações de trabalho na zona da mata Alagoana nas décadas de 40 e A formação das agendas sociais privadas: um estudo a partir da questão do trabalho escravo contemporâneo. 
Escravidão rural contemporânea: a sobrevivência de uma herança histórica do capital nacional.
15h50 - Debate
17h30 - Painel: Direitos Humanos NEPP-DH/UFRJ e Movimento Humanos Direitos (MHUD)
20h – Entrega do Prêmio João Canuto

23 de outubro
9h - Apresentações
Relato sobre a Ação Interinstitucional para qualificação e reinserção profissional dos resgatados do trabalho escravo em Mato Grosso.
Denúncias de "Trabalho Escravo" em Mato Grosso. (1972-2005).
Escravidão contemporânea: relações existentes e estudo de caso.
Campanhas educativas para prevenção e combate ao trabalho escravo por dívida no Brasil rural: primeiras aproximações.
Geografia do Trabalho Escravo Contemporâneo no Brasil (1985-2006)
Rompendo grilhões: a função social da propriedade e o trabalho escravo como estratégias de desapropriação da fazenda Cabaceiras.
11h20 - Debate
13h30 - Avaliação da Reunião, discussão sobre novos encontros e sobre a publicação dos anais da reunião.
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Fonte: Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural - Ministério do Desenvolvimento Agrário

 
 

IDH brasileiro teve leve alta em 2007

idhO Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou hoje, na Tailândia, o novo ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O relatório apresentado teve como tema principal a migração. O indicador brasileiro elevou-se ligeiramente em comparação com o resultado anterior (de 0,808 para 0,813), mantendo o país na 75ª posição. Ao todo foram avaliados 182 países e os dados divulgados hoje referem-se ao ano de 2007 - ou seja, ainda não refletem os maiores impactos da atual crise econômica.

O índice varia entre 0 e 1 e avalia as conquistas de um país levando em conta a expectativa de vida, o acesso à educação e padrão de vida medido pelo PIB per capita. Índices acima de 0,8 - como o do Brasil - são considerados altos, enquanto os superiores a 0,9 são muito altos.

Classificação

Os primeiros colocados do ranking são a Noruega, a Austrália e a Islândia. Em quarto lugar aparece o Canadá, primeiro país americano do ranking. A grande maioria dos países com IDH muito alto são europeus (24 entre 38).

Outros países do nosso continente que estão à frente do Brasil são Estados Unidos (13º), Barbados (37º), Chile (44º), Antigua e Barbuda (47º), Argentina (49º), Uruguai (50º), Cuba (51º), Bahamas (52º), México (53º), Costa Rica (54º), Venezuela (58º), Panamá (60º), São Cristóvão e Nevis (62º), Trinidad e Tobago (64º), Santa Lúcia (69º), Dominica (73º) e Granada (74º).

Na parte de baixo da tabela, 24 países têm IDH considerado baixo - quase todos africanos, com as exceções do Afeganistão (penúltimo colocado) e Timor Leste (162º). Na última colocação encontra-se o Niger.

Migração

O relatório deste ano, que tem como título Ultrapassar Barreiras: Mobilidade Humana e Desenvolvimento, defende a migração como uma ferramenta eficaz para melhorar a educação e a renda das pessoas em um mundo desigual. E estima que uma entre cada sete pessoas seja migrante: "Usando definições conservadoras, nós estimamos que cerca de 740 milhões de pessoas sejam migrantes internos, quase quatro vezes o número das que se movimentam internacionalmente", diz o estudo.

O docuemnto informa ainda que, entre os migrantes internacionais, a maioria troca um país em desenvolvimento por outro, ou um país desenvolvido por outro. Apenas um terço dos migrantes move-se de uma nação em desenvolvimento para uma mais rica.

"Depois da recuperação da recessão global, a demanda por trabalhadores migrantes irá voltar", afirmou Jeni Krugman, autora do mais recente relatório do Pnud sobre a migração. O relatório defende, então, o fim das restrições ao trânsito de trabalhadores estrangeiros, especialmente os não-qualificados. A renda dos migrantes dos países mais pobres é estimada em cerca de 15 vezes a que receberiam no país de origem e o dinheiro remetido para suas famílias tem sido decisivo no auxílio à educação e no combate à mortalidade infantil.

 

Ganhador do Prêmio Nobel de Economia 2009 será anunciado no dia 12

paul_krugmanA Real Academia Sueca de Ciências divulgará no próximo dia 12, em Estocolmo, o nome do ganhador do 41º Prêmio Nobel de Economia. A escolha teve seu processo iniciado em setembro de 2008 (antes, portanto, que fosse divulgado o nome do ganhador do ano passado). O prêmio, de 10 milhões de coroas suecas (aproximadamente 1 milhão de euros) será entregue no dia 10 de dezembro, em Escocolmo. O vencedor em 2008 foi Paul Krugman (foto). 

Processo de escolha

A escolha do premiado de 2009 teve início em setembro do ano passado, quando o Comitê para o Prêmio de Economia enviou formulários confidenciais para mais de 3 mil pessoas, que indicaram um nome (não poderia ser o seu próprio). O prazo para envio foi até 31 de janeiro e as indicações são protegidas por sigilo pelo prazo de 50 anos.

Entre março e maio deste ano, o Comitê enviou os nomes para a análise de especialistas da mesma área de trabalho dos indicados. Depois, entre julho e agosto, um informe com recomendações foi elaborado e, em setembro, enviado para a Real Academia Sueca de Ciências. Depois, o envio foi discutido em duas reuniões da seção de Economia da Academia.

No início de outubro foram escolhidos os ganhadores e as escolhas começaram a ser divulgadas nesta semana. O escolhido para o Prêmio Nobel de Economia é o último ser revelado: o anúncio acontecerá no dia 12.

O Prêmio Nobel

O Prêmio Nobel foi criado em 27 de novembro 1895, no testamento de Alfred Nobel, cientista sueco que ficou muito rico com a invenção da dinamite. As áreas premiadas eram: Física, Química, Medicina ou Fisiologia, Literatura e Paz. Os prêmios começaram a ser entregues em 1901.

Em respeito ao testamento de Alfred Nobel, nenhuma outra área de atuação é acrescentada nas premiações. A única exceção foi a Economia. Isso porque em 1968 o banco sueco Sverige Riksbank, comemorando seu tricentenário, instituiu o "Prêmio Sverige Riksbank de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", patrocinado pelo próprio banco. Por esta diferença, ele não leva o nome de "Prêmio Nobel" em sua nomenclatura oficial, mas é anunciado e entregue juntamente com os outros Prêmios Nobel, além de ser escolhido pela Real Academia Sueca de Ciências.

O primeiro Prêmio Nobel de Economia foi entregue em 1969 para o norueguês Ragnar Frisch e para o holandês Jan Tinbergen. Nesta área, a maioria dos premiados são norte-americanos (alguns deles naturalizados). Outra curiosidade: o mais velho ganhador de um Prêmio Nobel foi o economista Leonid Hurwicz (nascido na Rússia, naturalizado norte-americano), aos 90 anos, em 2007. Economia é também a única área em que nenhuma mulher ganhou o prêmio Nobel.

Ao longo des quatro décadas de premiação na área de Economia, houve uma grande maioria de ganhadores norte-americanos. Além disso, há uma tendência de divisão do prêmio: desde 2000, houve apenas dois prêmios individuais: Edmund Phelps, em 2006, e Paul Krugman, em 2008. Nos outros anos deste período os prêmios foram divididos entre dois ou mais ganhadores.

 


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