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Na terceira queda seguida, Banco Central corta juros em 1 ponto

BCgrandeO Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu na última quarta-feira reduzir a taxa de juros em um ponto percentual. A decisão, tomada de forma unânime, não surpreende, mas o Copom chegou a cogitar um corte de 1,5 ponto. A terceira redução consecutiva colocou a taxa de juros no menor nível de sua série histórica (iniciada em 1996).

"Avaliando o cenário macroeconômico e visando ampliar o processo de distensão monetária, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 10,25% ao ano, sem viés, por unanimidade", comunica o Copom na costumeiramente sucinta nota apresentada após a reunião. A ata será divulgada na próxima semana.

O Comitê de Política Monetária se reúne novamente nos dias 09 e 10 de junho.

Quedas futuras

O último Relatório Focus - pesquisa de mercado realizada pelo Banco Central e divulgada semanalmente - anterior à reunião indicava que o mercado espera mais dois cortes nos juros para este ano: um de 0,75 ponto percentual em junho (próxima reunião) e outro de 0,25 em julho, fechando o ano em 9,25%. A primeira parte da previsão se cumpriu.

Repercussão

Repercutindo a queda dos juros, os representantes da indústria, comércio e sindicatos citados nos jornais de criticaram o tamanho do corte, classificando-o de "tímido", "frustrante", "aquém das expectativas". O Ministro Guido Mantega, por sua vez, teve reação contrária: "Toda vez que a Selic cai, eu fico feliz. Está na direção correta".

Outro destaque da imprensa é que, com a decisão, o Brasil deixa de ter os juros reais mais altos do mundo. A taxa brasileira, descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses, cai para 5,8% ao ano, abaixo da China (6,6%) e da Hungria (6,4%). Já em termos nominais, a taxa brasileira de 10,25% fica abaixo da Venezuela (17,1%), Islândia (15,5%) e Rússia (12,5%).

Inflação e poupança eram complicadores

Os complicadores para a decisão do Copom eram a inflação e a taxa de juros. O controle da inflação foi usado como pretexto no ano passado a cada vez que a SELIC subiu. Mas a previsão para o ano está abaixo do centro da meta (4,5% no ano) - o que permitiu ao Comitê baixar os juros em 1 ponto e ainda pensar numa redução maior, que seria de 1,5 ponto.

O outro complicador é a caderneta de poupança. Juros muito baixos fazem com que o ganho da poupança - usado para financiar a habitação - seja muito mais vantajoso que o dos fundos de renda fixa - que financiam a dívida do governo. O Banco Central teme uma migração massiva dos fundos de renda fixa para a caderneta.

 

Relatório Focus: juros devem cair 1 ponto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a reunir-se em Brasília nesta semana, nos dias 28 e 29. Depois de duas fortes reduções na taxa SELIC, o mercado espera que os juros caiam de novo, desta vez em 1 ponto percentual. Mas, desta vez, há um complicador: a caderneta de poupança.

De acordo com o Relatório Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central, o mercado espera que nesta semana os juros sofram uma redução de um ponto percentual. A previsão é estável: o resultado foi o mesmo nas últimas seis semanas. Assim, haveria uma redução de 11,25% para 10,25%.

Antes da última reunião, realizada em março, a previsão indicada no Relatório Focus era igual. Entretanto, na mesma semana, o governo anunciou o PIB brasileiro de 2008, com a forte queda do último semestre. O Copom, entendendo a necessidade de uma atitude mais drástica, reduziu os juros em 1,5 ponto percentual.

Inflação

Um dos detalhes que pode a queda dos juros ser diferente do que prevê o Relatório Focus é a inflação, cujo controle foi o argumento do Banco Central durante o ano passado, quando os juros foram aumentados quatro vezes entre abril e setembro.

O índice IPCA-15 de abril foi de 0,36%, contra apenas 0,11% em março. Este indicador cobre o período entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês corrente, servindo como uma prévia do IPCA, cujo resultado referente a abril será divulgado no dia 8 de maio.

O Relatório Focus indica que o mercado espera uma inflação de 0,42% no mês de abril - o que é um pequeno sinal de reaquecimento da economia. Em condições normais, isto poderia levar o Banco Central a cortar os juros em 0,75 ponto percentual, e não em 1 ponto, como espera o mercado. Mas o Relatório também indica que o mercado espera uma inflação de 4,12% em 2009. Ou seja: ainda há uma pequena margem em relação ao centro da meta, que é de 4,5%.

Poupança

O problema não resolvido acerca do rendimento das cadernetas de poupança também deve influenciar na decisão do Copom. Isso porque se a taxa básica de juros ficar abaixo de 10%, os rendimentos dos fundos de renda fixa deixariam de ser interessantes se comparados aos da poupança (0,5% ao mês + variação da TR). O problema imediato é que os fundos de renda fixa financiam a dívida do governo e este financiamento desapareceria se os investidores migrassem dos fundos para a caderneta de poupança. Enquanto este problema não tiver solução, inibirá uma queda maior nos juros.

 

Concursos: Oportunidades para Economistas

cornucopiaO Conselho Federal de Economia divulga, nesta nota, concursos públicos com vagas destinadas a Economistas. São certames nacionais, regionais e locais com vagas do norte ao sul do Brasil. Confira estas oportunidades!

Prefeitura de Franca

O concurso da Prefeitura de Franca, São Paulo, tem inscrições abertas até o dia 12 de maio. A inscrição custa R$ 58 e o salário é de R$ 2.433,88. Não foi informado o quantitativo de vagas.

As inscrições podem ser feitas pela internet (www.ibamsp-concursos.org.br, mas somente até o dia 11 de maio) e no Posto de Atendimento do IBAM instalado no Teatro de Bolso – Orlando Dompiéri – situado à rua Prudente de Moraes, 426 – Cidade Nova - Franca-SP, das 9 às 16 horas. O Posto de Atendimento não funcionará no dia 8 de maio.


Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza

Economistas podem disputar 20 vagas de Especialista em Planejamento e Gestão, oferecidas pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, em São Paulo. O salário é de R$ 2.023,00.

A inscrição deverá ser efetuada, até as 16 horas de 22.05.2009, exclusivamente pela Internet (www.vunesp.com.br). O custo é de R$ 60.


Secretaria de Administração de Rondômia

A Secretaria de Administração do Estado de Rondônia tem inscrições abertas para o cargo de Economista, oferecendo cinco vagas. A remuneração é de  R$ 1.197,15.

As inscrições são realizadas pelo site www.funcab.org até as 23:59 (horário de Brasília) do dia 31 de maio. O custo da inscrição é de R$ 80.


Inmetro

Economistas podem disputar dois cargos no concurso o Inmetro: "Pesquisador-Tecnologista em Metrologia e Qualidade - Área: articulação internacional" (cargo 15), com 4 vagas para o estado do Rio Grande do Sul; e "Pesquisador-Tecnologista em Metrologia e Qualidade - Área: Ciências Econômicas" (cargo 17), com 3 vagas para o estado do Rio de Janeiro.

As inscrições estarão abertas entre os dias 04 e 26 de maio, com taxa de inscrição de R$ 100. O endereço para inscrições via internet é http://www.cespe.unb.br/concursos/inmetro2009.

A remuneração consiste de vencimento básico de R$ 2.725,14 e gratificação que varia conforme a titulação, com um mínimo de R$ 2.549,60 (para quem possui apenas graduação), totalizando R$ 5.274,74.

 

CNI distribui R$ 50 mil no Prêmio CNI de Economia

 

cni2009A Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o apoio da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC) lança o Prêmio CNI de Economia, tendo por objetivo estimular a pesquisa econômica aplicada, sobretudo na área da economia industrial. Segundo o site da entidade, a iniciativa pretende ampliar a discussão sobre os caminhos para o desenvolvimento do Brasil. Podem ser inscritos trabalhos individuais ou em grupo.

Inscrições

Poderão concorrer trabalhos inéditos, não publicados na imprensa, internet, livros ou revistas técnicas. O prazo se inicia em 1º de julho e vai até 31 de agosto de 2009. Para inscrever-se, é preciso enviar, por sedex (com postagem até a data limite), o seguinte material:

a) cópia impressa do artigo;
b) disquete ou CD com o artigo em formato MS Word ou similar;
c) ficha de inscrição preenchida (disponível no site
www.cni.org.br/premiocnideeconomia);
d) cópia do documento de identidade e CPF;
e) currículo atualizado. Será aceito o currículo feito no programa Lattes do CNPq.

Endereço para envio:

Prêmio CNI de ECONOMIA
Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento
Confederação Nacional da Indústria - CNI
SBN Quadra 1, Bloco C, Edifício Roberto Simonsen
CEP 70040-903
Brasília-DF

O artigo deverá ser escrito em português e ter um máximo de 35 páginas, já incluindo capa, bibliografia e anexos. A capa deverá conter o nome do prêmio, a categoria, o título do trabalho e o nome do autor(es). Além disso, o trabalho deverá ser gravado em formato MS Word ou similar e digitado com fonte Arial 11, espaço 1,5, em papel tamanho A4, impresso em apenas um lado e com um máximo de 35 linhas por página.

Categorias

O Prêmio CNI de Economia será concedido ao melhor trabalho em duas categorias: Economia Industrial e um tema especial, que varia a cada edição do Prêmio. Em 2009 o tema especial será Intermediação Financeira e Crescimento Industrial (em 2008 havia sido Política Tributária e Competitividade). Confira os detalhes das categorias:

• Economia Industrial: Nesta categoria podem concorrer artigos na área de economia industrial, como por exemplo, estudos de caso sobre a indústria, estudos setoriais, regulação, política industrial, estrutura de mercado, estratégia da firma, microeconomia e organização industrial.

• Intermediação Financeira e Crescimento Industrial: Poderão concorrer nessa categoria artigos sobre determinantes do custo, do volume e dos prazos de financiamento às empresas industriais no Brasil; arcabouços tributário, institucional, regulatório e concorrencial da intermediação financeira; falhas de mercado e regulação na intermediação financeira; poupança pública e o direcionamento dos recursos pelo Estado; sistemas de financiamento não-bancário. Temas correlatos também poderão ser aceitos.

Julgamento

Os trabalhos serão julgados por uma Comissão Julgadora, instituída pela CNI com o apoio da ANPEC e composta por pessoas de reconhecido conhecimento da ciência econômica, em número mínimo de três. Obrigatoriamente uma delas será representante do corpo técnico da CNI.

Os membros da Comissão Julgadora não poderão ter parentesco até 3º grau colateral com qualquer autor de artigo apresentado no concurso. Além disso, a mesma não terá conhecimento dos autores.

No ano passado, a Comissão Julgadora foi composta por Carlos Pacheco (Unicamp), David Kupfer (UFRJ), Maurício Mesquita Moreira (BID), Paulo Augusto P. Britto (SDE/MJ e UnB) e Renato da Fonseca (CNI), para Economia Industrial; e por Flávio Castelo Branco (CNI), Maria da Conceição Sampaio (UnB) e Nélson Leitão Paes (UFPE) na categoria especial.

Premiação

Os prêmios são de R$ 30 mil para a categoria Economia Industrial e de R$ 20 mil para a categoria Intermediação Financeira e Crescimento Industrial. Em cada categoria poderão ser entregues até duas menções honrosas sem premiação em dinheiro, apenas com certificados.

A entrega dos prêmios acontecerá no Encontro Nacional de Economia - que é promovido pela ANPEC - em data e local a definir.

Vencedores de 2008

No ano passado, o prêmio de R$ 30 mil foi para o artigo Trabalho e progresso técnico: uma análise nos níveis de emprego, renda e qualificação na indústria paulista, de Beatriz Selan (FEA-RP/USP), Danilo César Cascaldi Garcia (FEA-RP/USP) e Sérgio Kannebley Júnior (FEA-RP/USP).

Na mesma categoria foram concedidas duas menções honrosas: uma para o artigo Avaliação de Políticas de Apoio à Inovação no Brasil: Impactos dos Incentivos Fiscais e incentivos financeiros, de Ana Paula Macedo de Avellar (UFU), e a outra para Uma relação de oferta generalizada para a estimação de modelos de parâmetro de conduta em organização industrial empírica, de Alessandro Vinícius Marques de Oliveira (ITA).

O prêmio de R$ 20 mil da categoria especial - cujo tema, no ano passado, foi Política Tributária e Competitividade - foi para o autor do artigo Guerra fiscal: uma análise quantitativa para Estados participantes e não-participantes, Sidnei Pereira do Nascimento (UEL).

Também foram concedidas duas menções honrosas: uma para A ilusão fiscal e os ciclos políticos orçamentais – um estudo com dados em painel, de Paulo Rei Mourão (Universidade do Minho, Portugal), e outra para Efeitos da política regional sobre a convergência de renda em Minas Gerais, de Noé Gonçalves Maranduba Júnior (SEF/MG) e Eduardo Simões de Almeida (UFJF).

 


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