Faleceu ontem (13) aos 94 anos de idade o economista Paul Samuelson, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1970. Ele estava em sua casa na cidade de Belmont, estado de Massachusetts. A morte foi anunciada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde era professor desde 1940.
Samuelson nasceu em Gary, Indiana, em 1915, numa família de onde vieram outros economistas consagrados: Robert Summers (seu irmão), Anita Summers (cunhada) e Larry Summers (sobrinho). Graduou-se na Universidade de Chicago em 1935 e recebeu em Harvard os títulos de Mestre (1936) e Doutor (1941), numa banca que tinha o famoso economista austríaco Joseph Schumpeter. Conta-se que os membros da banca ficaram tão impressionados com o conhecimento do jovem Samuelson que Schumpeter comentou: "Com nossos conhecimentos em comparação com os dele, será que nós seríamos aprovados?"
Sua tese de doutorado, publicada sob o título Fundamentos da Análise Econômica (1947), é considerada sua obra-prima. E seu livro-texto Economics: An Introductory Analysis vendeu mais de 4 milhões de cópias em 40 línguas, tornando-se o manual de economia mais lido e traduzido em todo o mundo. No prólogo, Samuelson aponta seu objetivo: proporcionar "uma teoria que permita compreender as instituições e os problemas básicos da civilização da metade do século XX".
Aos 25 anos, Samuelson tornou-se professor assistente no Massachusetts Institute of Technology (MIT) como professor assistente, tornando-se titular sete anos depois. Foi no MIT que o economista desenvolveu sua carreira, transformando-o num centro de exceiência. Teve como alunos mais famosos Robert Solow, Paul Krugman, Franco Modigliani, Robert Merton e Joseph Stiglitz, todos ganhadores do Prêmio Nobel.
Samuelson atuou como conselheiro dos presidenes democratas John F. Kennedy e Lyndon Johnson e foi consultor do Tesouro norte-americano.
Em 1970 foi agraciado com o Prêmio Nobel de Economia, que estava apenas em sua segunda edição. O prêmio foi conferido "pelo trabalho científico através do qual desenvolveu teoria nos campos da economia estática e dinâmica, contribuindo ativamente para aumentar o nível da análise da ciência econômica".
Samuelson adotou o rigor da matemática para lidar com questões econômicas. Seus trabalhos davam ênfase às relações de causa e efeito, discutindo o equilíbrio entre preço, oferta e demanda a partir de uma análise matemática. "Mais do que qualquer outro economista contemporâneo, Samuelson ajudou a levantar o nível analítico e metodológico da ciência econômica. Ele simplesmente reescreveu partes consideráveis da teoria econômica. Ele também mostrou a unidade fundamental dos problemas e das técnicas de análise na economia, em parte por uma sistemática aplicação da metodologia de maximização para uma ampla variedade de problemas. Isto significa que a contribuição de Samuelson se aplica a um largo número de diferentes campos", explicou a comissão responsável pelo prêmio à época.
Ele mesmo considerava-se "de centro" - motivo pelo qual foi atacado pela esquerda e pela direita. Teve grandes debates com Milton Friedman e Friedrich Hayek, considerados "pais do neoliberalismo" e escreveu no ano passado que "o capitalismo pregado por estes dois homens é a fonte primária de nossos problemas de hoje. Hoje ambos estão mortos, mas seus envenenados legados continuam". E num de seus últimos artigos, afirmou que "Os sistemas de mercado não regulados cedo ou tarde se suicidam".
Samuelson é considerado um dos mais influentes economistas do Século XX. Kenneth Arrow, também ganhador do Prêmio Nobel de Economia, foi mais longe e afirmou que Samuelson foi "o melhor economista da História".



Como parte do programa de implantação das novas carteiras de economista, o COFECON e os diversos CORECONs do país realizam uma campanha nacional de recadastramento dos profissionais registrados. Nesta oportunidade, eles poderão atualizar seus dados para a emissão dos novos documentos de identidade profissional, corrigindo informações que por algum motivo estejam desatualizadas. O recadastramento para emissão da nova carteira pode ser feito sem qualquer taxa até o dia 29 de janeiro (o prazo, que originalmente ia até 18 de dezembro, foi prorrogado). O procedimento independe da condição de adimplência, mas é uma oportunidade na qual poderão ser sanados e parcelados os débitos existentes. O objetivo do COFECON é que todos participem com voz e voto nas decisões importantes para o sistema.
O Conselho Regional de Economia do estado de Mato Grosso (CORECON-MT) promove, a partir da próxima segunda-feira (23), o IV Encontro sobre Economia Mato-Grossense. O evento acontecerá no auditório de pós-graduação da FAeCC (UFMT), em Cuiabá, e durará três dias. Serão palestras e debates que vão desde dívida interna e externa até moradia urbana. 



