CORECON-MT

Mato Grosso tem a maior taxa de crescimento do PIB entre os estados brasileiros no ano de 2007

Os resultados das Contas Regionais divulgados nesta quarta-feira (18/11/2009) pelo IBGE em parceria com os governos estaduais mostram que a economia de Mato Grosso em 2007 recuperou-se da crise econômica que assolou o Estado em 2006. O Produto Interno Bruto – PIB, que é a soma de toda a produção gerada no Estado, apresentou a maior taxa de crescimento do país ou seja, 11,35%. Em valores correntes atingiu R$ 42,7 bilhões, o que possibilitou elevar-se de 15ª posição para 14a economia no ranking nacional. Com isto, sua participação no PIB nacional que era em 2006 de 1,49% passou para 1,60% em 2007.

Indicadores conjunturais comprovam este bom desempenho: Em 2007, o Estado de Mato Grosso foi o maior exportador do Centro-Oeste, alcançando cifras de U$ 5,1 bilhões, com  variação no período 2006/2007 de 18,4%. Com isto, a Balança comercial do Estado, continuou mantendo o décimo lugar no ranking das exportações brasileiras. As exportações estaduais representaram 52,6% do total do Centro-Oeste, cujo valor exportado da região alcançou U$ 9,7 bilhões. A importância do Comércio Externo pôde ser constatada pelo seu peso na economia, cujo valor no ano de 2007 foi equivalente a 21,5% do PIB do Estado.

No mercado formal de trabalho, também foi constatado através dos dados da RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego, um elevado número (53.480) de novos postos de trabalho, o que equivale um crescimento de 10,3% em relação à 2006. Aliado a esses resultados favoráveis, o cenário nacional também contribuiu, uma vez que a inflação permaneceu sob controle, fechando o ano em 4,46% calculado pelo IPCA, ligeiramente abaixo da meta da inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Este conselho definiu como meta para 2007 uma variação no IPCA de 4,5%, com margem de tolerância de 2% tanto para baixo, como para cima.

O PIB per capita, que é o resultado da divisão do total da produção gerada no Estado pelo número de habitantes, registrou em 2007 uma sensível melhora  da renda estadual, quando registrou o valor de R$ 14.953,58, acima da média nacional, R$ 14.464,73, mantendo a 8a posição no ranking nacional obtida no ano anterior, conforme tabela  abaixo:

Indicadores macroeconômicos selecionados de Mato Grosso e do Brasil - 2007

PIB - Valores correntes a preços de mercado - MT  R$ 42,687 bilhões
PIB - Valores correntes a preços de mercado (R$ milhão) 1 - Brasil R$ 2.661,345 bilhões
Taxa de crescimento - MT  11,35%
Taxa de crescimento - Brasil 6,10 % 
Valor adicionado - MT  R$ 37,998 bilhões 
Valor adicionado - Brasil R$ 2.287,858 bilhões 
PIB per capita - MT R$ 14.953,58 
PIB per capita - Brasil R$ 14.464,73 

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Fonte: IBGE/SEPLAN-MT
Observações:
(1) PIB a preços de mercado inclui os impostos líquidos de subsídios
(2) Valor Adicionado exclui os impostos

 

Crescer, concorrer, competir

Sample ImageComo crescer e por que crescer é uma preocupação presente no dia-a-dia de muitos empresários dedicados aos seus negócios; deixar de crescer tem sido a rotina econômica de muitas firmas devido a direção pouco empreendedora, administração ineficiente, incapacidade de levantar capitais em quantidade suficiente, falta de adaptabilidade a circunstâncias adversas e mutáveis, juízos deficientes levando a erros frequentes e custos, além da dificuldade em trabalhar as incertezas do ambiente macro.

É por isso que qualquer firma não sobrevive no tempo com uma capacidade de acumulação insuficiente e inviável.

Portanto, alcançar solidez, liquidez e rentabilidade significa que a empresa busque e mantenha suas funções-unidade interagindo integral e simultaneamente no tempo para garantir seu crescimento e desenvolvimento sustentáveis.

Mas o que determina esse crescimento e o que se objetiva com ele?

Primeiramente, há que se dizer que crescer pode significar o tamanho físico das empresas, o tamanho dos seus estoques e/ou a fatia do mercado a ser alcançada.
O tamanho físico pode ser alcançado pela ampliação de instalações (obras e equipamentos) ou via fusões e aquisições de outras empresas do mesmo ramo ou não. Com o aumento da produtividade elevam-se os estoques; e a fatia do mercado pode ser o mercado doméstico ou externo como resultante da combinação dos fatores mencionados.

Em segundo, crescer pode significar também modernização (invenção e inovação) e/ou reposição de fatores produtivos visando a conjugação dos três objetivos-meta citados anteriormente.

Contudo, na atualidade do rítmo dos negócios, as firmas que almejarem crescimento terão que se pautar pela sua capacidade viável de acumulação de capital para garantir sua sustentabilidade.

É por isso que atuar em determinado mercado apenas objetivando lucro ou enxergando a firma apenas como unidade de lucro é algo do passado e “marginal”.
Obviamente, que não dá para desconsiderar as preocupações em torno da combinação econométrica: minimização de custos e maximização de lucros.

Todavia, pensar a firma como unidade de produção eficiente, unidade de acumulação, unidade de crescimento e unidade de valorização do capital é o caminho seguro para sustentabilidade, capacidade de atuar no(s) mercado(s) (concorrer) e capacidade de criar e inovar novos processos produtivos (competir), caminho este garantido pela minimização de custos e, mais importante, maximização de vendas.

PENROSE(1959) é taxativa ao afirmar que o crescimento nada mais é do que o aumento da produção de determinados produtos, e o tamanho ótimo dela é representado pelo ponto inferior da curva de custos médios de seu dado produto.

Traduzindo o economês para os não-economistas: o ponto inferior da curva de custos médios é o ponto onde os custos unitários não sofrem alteração com a variação da produção (marginal), permitindo que a firma tenha uma escala de eficiência mínima.

A partir dessa visão direta e objetiva é possível identificar os fatores causadores de: custos crescentes de produção a longo prazo, receitas decrescentes das vendas ou de ambos.

Observar atentamente o crescimento da estrutura operacional da firma e sua estrutura administrativa é complexamente relevante para que estas estruturas não prejudiquem as atuações da empresa em torno de atividades e oportunidades produtivas.

É oportuno mencionar que a expansão sempre envolve um aumento do tamanho da firma, mesmo que ela não veja qualquer vantagem em crescer, e realmente possa até lamentar o aumento no tamanho que necessariamente acompanha a investida em uma oportunidade atraente, já que o tamanho mais amplo da estrutura, principalmente administrativa, sempre cria problemas secundários que a firma poderia evitar.

Não se pretende incutir e/ou persuadir os agentes econômicos de que crescer é sinônimo de eficiência, mesmo porque, em uma economia concorrencial e competitiva, se os tamanhos da firmas fizessem diferença significativa em termos dessa mesma eficiência, poder-se-ia supor que firmas de tamanhos ineficientes seriam raras.

Bem assim, crescer na diversificação ou na especialização requer o uso eficiente dos recursos para atuar na estrutura de mercado em que a firma estiver inserida, com capacidade de competir efetiva e integralmente na iminência da globalização sustentável, sem volta.

Não é demais enfatizar, ainda, que, para inserir no ambiente de globalização sustentável o requisito básico para as firmas será planejar indicativamente o crescimento dessas mesmas firmas, preparando-as para a concorrência e a competição, porém, na realidade brasileira, o rigor das normas urge ser conciliado com um processo regulatório dinâmico que não absorva recursos nem provoque emperramentos tácitos e desleais.

Em suma e na essência: quer crescer? Observe o tamanho da sua estrutura produtiva e administrativa. Quer concorrer? Mergulhe e conheça seu mercado. Deseja competir? Reconfigure seu processo de produção.
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(*) Mestre em Planejamento do Desenvolvimento e Economista-responsável pelo escritório de economia Valor E&P(www.valor.ecn.br)

 

CORECON-MT participa do 7º Congresso de Direito do Consumidor

O segundo dia do 7º Congresso Mato-grossense de Direito do Consumidor (quinta-feira, 22), contou com a realização de duas palestras. A primeira debateu o Superendividamento com o economista Newton Marques e no segundo momento do evento o procurador do Estado de São Paulo, Marcelo Gomes Sodré, explicou sobre a Sociedade de Consumo e a Prevenção de Danos.

Segundo Marques, a sociedade sente a necessidade de se endividar, já que o consumo é o motor do capitalismo. “O consumidor precisa aprender que comprar é importante, porém existe a necessidade da imposição de limites para os gastos, caso contrário as despesas serão maiores que a receita, gerando o superendividamento”, disse o economista.

O planejamento financeiro, com a elaboração de uma planilha, seria então a melhor opção para evitar descontrole no orçamento doméstico, conforme o economista. “O superendividamento é um dos grandes problemas atuais da sociedade, tanto na esfera individual, como na coletiva, uma vez que pode atingir empresas e governos”, enfatizou.

Marcelo Gomes Sodré, por sua vez, iniciou seu debate com uma reflexão sobre o surgimento da sociedade de consumo. Para ele, o modelo de vida que temos hoje, pautado pelo consumo, tem uma construção histórica, que tem como marco a Revolução Industrial, onde de um lado surgiram as fábricas e a produção em série e de outro, a figura do consumidor tal qual a conhecemos.

O impulso ao consumo, então, deve levar as empresas a se preocuparem principalmente com a prevenção e não somente com a reparação dos danos. “Se temos uma sociedade pautada pelo prazer de comprar, precisamos nos preocupar com possíveis danos ao consumidor. Assim, os fornecedores precisam incorporar a preocupação da prevenção, seja nas embalagens, rótulos e nas campanhas publicitárias”, explicou Sodré.

CORECON assina termo de cooperação

No segundo dia do Congresso, o vice-governador do Estado Silval Barbosa, a superintendente de Defesa do Consumidor, Gisela Simona Viana de Souza, e o presidente do Conselho Regional de Economia, Aurelino Levy, assinaram um Termo de Cooperação. O documento firma o compromisso entre a Secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs) e o Conselho em produzir uma cartilha sobre organização do orçamento familiar e em atender consumidores com problemas de endividamento na sede do Procon-MT. O Corecon irá disponibilizar dois profissionais de economia, duas vezes por semana, para fazer o atendimento.

“Este termo representa um passo a mais para fortalecer a defesa do consumidor no Estado. Todos os convênios firmados com o Procon-MT ajudam o órgão a enfrentar os fornecedores que insistem em infringir a legislação consumerista”, ressaltou o vice-governador.
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Fonte: PROCON-MT

 

Nobel de Economia é dividido; pela primeira vez, mulher é premiada

ostrom-williamsonSeguindo uma tendência recente, o Prêmio Nobel de Economia 2009 tem mais de um ganhador: são os norte-americanos Oliver Williamson, da Universidade da Califórnia, e Elinor Ostrom, da Universidade de Indiana, por suas contribuições na área de governança econômica: Williamson na área de limites da empresa, e Ostrom na área de propriedade comum. Como o prêmio foi dividido, cada um ganhará cinco milhões de coroas suecas (aproximadamente 700 mil dólares). A grande novidade está no fato de que Elinor torna-se a primeira mulher premiada na área de Economia. O anúncio foi feito hoje (12) pelo Professor Gunnar Öquist, secretário geral da Real Academia Sueca de Ciências e a láurea será entregue no dia 10 de dezembro.

Estudos de governança econômica 

Elinor Ostrom estudou a administração de propriedades coletivas por grupos de proprietários, contrastando com a administração de instituições governamentais e privadas. Baseada em estudos sobre estoques de peixes, pastagens, florestas, lagos e bacias subterrâneas administradas pelos usuários, Ostrom descobriu que os resultados muitas vezes são melhores que os previstos pelas teorias-padrão. Observou também que os usuários de recursos frequentemente desenvolvem sofisticados mecanismos para lidar com conflitos de interesse e tomadas de decisão, caracterizando as regras que promovem resultados positivos. Em resumo, a auto-governança pode ter sucesso.

Oliver Williamson argumenta que os mercados e organizações hierarquizadas (como empresas) apresentam estruturas alternativas de governança que diferem em suas abordagens para resolver conflitos de interesses. Mercados têm a desvantagem das divergências, enquanto estruturas empresariais podem correr o risco do abuso de autoridade. Os mercados competitivos trabalham relativamente bem porque compradores e vendedores podem recorrer a outros parceiros em caso de divergência. Mas quando a competição de mercado é limitada, as empresas são mais adequadas à solução de conflitos.

Os premiados

Elinor Ostrom é norte-americana, nascida em Los Angeles em 1933. É Ph.D. em Ciência Política (1965) pela Universidade da Califórnia. É professora na Universidade de Indiana, em Bloomington, Estados Unidos. É também diretora fundadora do Centro de Estudos sobre Diversidade Institucional na Universidade Estadual do Arizona.

Oliver Williamson também é norte-americano, nascido em Superior, em 1932. Tornou-se Ph.D. em Economia em 1963 pela Carnegie Mellon University, em Pittsburgh. É professor na Universidade da Califórnia.

 


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