Artigo Ser Economista em um país em crise

11/08/2025

Ser Economista em um País em Crise

 
Neste dia 13 de agosto comemoramos o Dia do Economista, é engraçado que
talvez o pensamento economista seja o diferencial em uma sociedade em crise de
identidade, uma sociedade que clama por guerra de ideologias e que nesta mesma guerra
não se olha para a economia de um país e sim para seus interesses pessoais.
Nos perguntamos diariamente de quem é a culpa do tarifaço, mas esquecemos de
olhar o quanto isso prejudica a economia. Alguns políticos chegam a usar isso como
trampolim eleitoral para o pleito de 2026, mas será que é isso mesmo? Será que vale a
pena usar um mal para sociedade em busca de votos em 2026?
O economista observa de longe o comportamento humano, estuda e entende que
a escassez faz parte das nações, sendo fundamento para tomada de decisões, em um país
de terceiro mundo onde a força do capital tem mais importância que a força do
conhecimento desvalorizamos pontos importantes do liberalismo e da economia de um
povo.
Pontos estes cruciais, como preservação da economia, abertura industrial e
valorização do mercado interno, estamos sempre a produzir olhando o mercado externo,
deixando os produtos substitutos para consumo interno e levando para o exterior as nossas
produções com maior qualidade. O Congresso Nacional a troca de emendas parlamentares
não atua na preservação da ordem econômica, temos altas taxas de juros, que com certeza
beneficia alguma parcela da população.
Fico pensando como economista, como podemos pensar em virar um país de
primeiro mundo, se não olhamos para o conhecimento, se este só é visto quando temos
problemas, se primeiro olhamos para o capital financeiro, a grande diferença do mercado
internacional é que os países mais desenvolvidos entenderam em algum momento que é
preciso ter um alinhamento entre capital e conhecimento, torço que os nossos
congressistas e sociedade por um todo valorize o conhecimento e capital de forma
igualitária.
A macroeconomia e microeconomia são partes de um mesmo mundo, com olhares
diferentes, o liberalismo e o poder das nações também seguem esta mesma visão, um país
forte passa por pesquisas, por entendimentos, por alinhamentos com o mercado e mais
ainda pelos governantes entendendo que não é sobre eles, e sim sobre a Nação.
Neste dia 13 agosto comemoramos o dia do Economista e a estes fortes e corajosos
economistas, que veem um país em desconstrução por interesses pessoais força, afinal a
nossa Profissão está baseada na escassez de um povo, e quando falamos em escassez,
podemos falar de todo tipo de escassez, inclusive da ideia de democracia = governo para
o povo. Parabéns meus amigos e que esta Nação consiga a sua liberdade econômica no
futuro.
 
Ederaldo Lima: Contador e Economista, Professor Titular da UFMT, Doutor em

 

Administração e Contabilidade, e Pós Doutor em Economia.