Nova faixa deve injetar 1,3 Bi

27/01/2026

Cerca de R$ 1,3 bilhão devem ser injetados anualmente na economia de Mato Grosso com a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa e Análise da Economia Mato-Grossense (IPF-MT). A medida beneficia diretamente cerca de 340 mil contribuintes no estado. Desses, aproximadamente 230,9 mil trabalhadores com renda de até R$ 2.350 passarão a não pagar o tributo, enquanto outros 110,1 mil, que recebem até R$ 7.350, passam a contar com descontos progressivos, conforme dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (Cetad).

O impacto da mudança é profundo na estrutura do mercado de trabalho local e atinge quase 80% dos empregos formais do estado que possuem rendimentos abaixo do novo teto estipulado. Esse movimento tende a estimular a atividade produtiva e pode, indiretamente, compensar a renúncia fiscal federal por meio de uma maior arrecadação de impostos sobre o consumo em nível estadual e municipal.

O cenário cria um ambiente de maior previsibilidade para os empresários locais, que dependem do consumo interno. Para o diretor-executivo do Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), Vanessa G. Sacch, a expectativa é de impacto positivo tanto na renda das famílias quanto no desempenho da economia estadual.

“Essa medida cria um ambiente de maior previsibilidade e pode compensar a redução da carga tributária sobre o consumo, além de estimular a compra de bens duráveis, favorecendo o processo de industrialização e, por tabela, a geração de empregos”, destaca.

Na visão do presidente do Conselho Regional de Economia de Mato Grosso (Corecon-MT), Emanuel Dubian, o incremento de recursos no bolso dos contribuintes é um instrumento poderoso para derrubar o patamar elevado da taxa de juros e da inadimplência.

“Esses são os efeitos mais imediatos. Com mais qualidade de vida e poder de consumo, o contribuinte passa a ter crédito na praça para a compra de bens duráveis, o que impacta positivamente no processo de industrialização e na geração de empregos. Em outras palavras, a isenção do IR provoca um círculo virtuoso da economia”, diz o especialista.

Fonte: https://flip.gazetadigital.com.br/pub/jornalagazeta/?numero=11974#page/4