CORECON-MT

Curso: Aplicações da Matemática Financeira com uso de HP12C e Excel

LOCAL DAS AULAS: Auditório do CORECON – Conselho Regional de Economia de MT
INÍCIO DAS AULAS: 06 de julho de 2009 TÉRMINO DAS AULAS: 10 de julho de 2009
INVESTIMENTO: R$ 200,00 por vaga. Preço especial para Economistas adimplentes: R$ 150,00

SISTEMA DE AULA: 2ª a 6ª-feira - 18:00 às 22:00 h
CARGA HORÁRIA DO CURSO: 20 h/aula

CONSIDERAÇÕES
Cada aula será dedicada à explanação e discussão do tópico programado para cada sessão, apresentando de forma expositiva e através de dinâmicas e trabalhos individuais, e em grupos, aplicações práticas em forma de exercícios e exemplos pontuais. Serão utilizados: uma apostila elaborada com os conteúdos específicos e os programas computacionais Excel 2003/2007 e da calculadora HP 12c material disponibilizado em CD.

OBJETIVOS DO CURSO

  • Trabalhar, abrangente e introdutoriamente, as técnicas de cálculo de juros simples e compostos;
  • Conhecimento sobre as técnicas para cálculo de prestações;
  • Preparar para o controle de planilhas simples de amortização pelos sistemas Francês e de Amortizações
    Constantes.

PUBLICO ALVO
Profissionais de todas as áreas que pretendem atualizar e aprimorar suas competências na área financeira.

CURSO MINISTRADO PELO PROF ESP GEONIR PAULO SCHNORR
Licenciado em Matemática e pós-graduado com defesas de trabalhos em área afim à Estatística

CONTEUDO PROGRAMATICO

CONCEITOS BÁSICOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA
Primeiramente serão trabalhados os conceitos de juros, razão, proporção e porcentagem, além de outros aspectos fundamentais.

DESCONTO SIMPLES
Será focalizado o Desconto Comercial Simples, pois é o utilizado na prática de mercado. O Desconto Racional será tratado para composição da taxa efetiva de juros.

JUROS SIMPLES
Técnicas de cálculo mais utilizadas. Utilização da equação J = C.i.n. Comandos %, %T e % da HP 12c.
Cálculo de Prestações e Controle de Financiamentos

RENDAS CERTAS
Propriedades e utilização prática do cálculo das prestações através do comando PMT da HP 12 c e das funções PGTO, TAXA e NPER. Mensurações sobre o fator ani e construção e utilização da tabela de fatores.

JUROS COMPOSTOS
Número índice e fator de acumulação. Utilização da equação M = C.(1+i)n. Comandos i, n, PV e FV da HP 12c.
Funções financeiras do Excel.

EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS
Demonstração de operações que requerem cálculo de equivalência.

GRÁFICOS FINANCEIROS
Será debatido didaticamente como é o comportamento dos montantes a juros simples e a juros compostos através de um gráfico de linhas justapostas. Neste momento será apresentado o método da interpolação linear do juro composto.

SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO
Tabela PRICE e SAC. Cálculo do saldo devedor , dos juros e da amortização a cada período.
NÃO SERÁ NECESSÁRIO CALCULADORA HP, FORNECEREMOS UM PROGRAMA DE INSTALAÇÃO PARA COMPUTADOR.

INSCRIÇÕES ABERTAS

Realização: ICAP – Instituto de Pós Graduação

Coordenadora: Profª Ms Cleodenise Bernardes – Fones: 8116-9633 e 3641-5347 - ICAP
Promotores de vendas– Mario Lucio 3644-1607 (CORECON período vespertino)
Todos os cursos de capacitação são regulamentados pelas Resoluções nº 01/2001 e nº 01/2007 do CNE/CES, que fixa as normas para a validade dos certificados dos cursos de capacitação.

 

Evento: VIII Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica

 A cidade de Cuiabá recebe, nos dias 05 a 07 de agosto, o VIII Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO). O local é o Hotel Fazenda Mato Grosso (R. Antônio Dorileo, 1100, bairro Coxipó). O evento ocorre de dois em dois anos e discute temas ligados ao meio ambiente, desenvolvimento sustentável e outras áreas semelhantes no contexto da economia.

As inscrições para o evento podem ser feitas no site custam R$ 100 para estudantes (sócios pagam R$ 50) e R$ 200 para profissionais (sócios pagam R$ 100) até o dia 10 de julho; a partir desta data, custará R$ 140 para estudantes (R$ 90 para sócios) e R$ 280 para profissionais (R$ 160 para sócios).

A ECOECO

A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica foi fundada em 1994, retomando as discussões iniciadas na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Eco-92). A entidade nasceu como seção regional da International Society for Ecological Economics, criada em 1982. Tem sede na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e conta com um núcleo regional em cada uma das cinco regiões do Brasil.

O encontro em Cuiabá será o oitavo promovido pela Ecoeco. Os anteriores ocorreram em Campinas (1996), São Paulo (1997), Recife (1999), Belém (2001), Caxias do Sul (2003), Brasília (2005) e Fortaleza (2007).

O VIII Encontro

O VIII Encontro está relacionado com a aplicação da Economia Ecológica para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, para contribuir no debate sobre a conservação do capital natural no contexto das políticas públicas em andamento na região.

O evento será constituído por sessões de apresentação de trabalhos, mesa de abertura, mesas redondas, workshop, mini-cursos e assembléia dos sócios da ECOECO.

Programação

Quarta-feira, 05 de agosto

08:00 a 10:00 - Inscrições e mini-cursos 1 e 2
10:00 a 12:00 - Mesa Redonda 1
14:00 a 17:00 - Apresentação de trabalhos - A, B e C
17:00 a 18:30 - Mesa Redonda 2
19:00 - Mesa de abertura e coquetel

Quinta-feira, 05 de agosto

08:00 a 10:00 - Mini-cursos 3 e 4
10:00 a 12:00 - Mesa Redonda 3
14:00 a 17:00 - Apresentação de trabalhos - D, E e F
17:00 a 18:30 - Mesa Redonda 4 e 5
19:00 - Assembleia dos sócios e jantar por adesão

Sexta-feira, 05 de agosto

08:00 a 10:00 - Mini-cursos 5 e 6
10:00 a 12:00 - Workshop sobre as ONGs aplicando a economia
14:00 a 17:00 - Apresentação de trabalhos - G e H

Temas da programação

1. Sessões de apresentação de trabalhos
A) Políticas Públicas de Desenvolvimento para a Amazônia
B) Instrumentos Econômicos para a Conservação da Biodiversidade
C) Agricultura e Meio Ambiente (biocombustíveis, expansão das commodities e alternativas agro-ecológicas)
D) Valoração Ambiental
E) Teoria Econômica e Meio Ambiente
F) Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável
G) Instrumentos para a Gestão Ambiental e Políticas de Desenvolvimento Sustentável
H) Mudanças Climáticas, Relações Internacionais e Meio Ambiente

2. Mesa de Abertura
A economia Ecológica e os Modelos de Desenvolvimento de Longo Prazo (Joan Martinez-Alier, Ademar Romeiro, Joshua Farley e Maurício Amazonas)

3. Mesas Redondas
1. Indicadores de Crescimento/ Desenvolvimento Econômico: PIB, PIB verde, medidas bem-estar, etc ( convidado BNDES + convidado IPEA)
2. Impactos das Políticas Públicas de Desenvolvimento para a Amazônia.
(IRSA, PAC, PROAMBIENTE, Mineração e Energia)
3. Questões Socioambientais dos Biocombustíveis
4. Serviços Macro-sistêmicos da Amazônia Brasileira (biodiversidade na Amazonia e regulação climática/regime hídrico): Visão sob a Ótica da Escala
da Economia Ecológica
5. Mudanças Climáticas e Mecanismos de Redução do Desmatamento na Amazônia (REDD)

4. Workshop
Estudos de caso do Civil Society Engagement with Ecological Economics
(CEECEC) no Brasil: ONGs aplicando a economia ecológica.

5. Minicursos
1. Curso Introdutório: a História do Pensamento Econômico-Ecológico em Contraponto com a Economia Ambiental
2. Introdução à Modelagem para Valoração dos Serviços Ambientais
3. Indicadores Ambientais para Gestão Ambiental Municipal
4. Comércio e Meio Ambiente: o Papel da Regulamentação
5. Aplicabilidade das Ferramentas para Valoração e Pagamento por Serviços Ambientais
6. Direito Ambiental

6. Assembléia dos Sócios da ECOECO
Momento do Encontro em que os associados discutem abertamente os rumos da Economia Ecológica e da Sociedade traçam seus planos e tomam as deliberações necessárias e, em particular, elegem seus dirigentes para o biênio seguinte.

 

Concursos: Oportunidades para Economistas

cornucopiaO Conselho Federal de Economia divulga, nesta nota, concursos públicos com vagas de interesse dos Economistas. São certames nacionais, regionais e locais com vagas nas cinco regiões do Brasil. Confira estas oportunidades!

Escola de Administração Fazendária

A Escola de Administração Fazendária (ESAF) abriu concurso para preencher 100 vagas - todas em Brasília - para o cargo de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, com remuneração inicial de R$ 10.905,76. Podem concorrer profissionais com curso superior em qualquer área. As inscrições serão feitas entre 25 de junho e 12 de julho e custam R$ 130.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090623110827157.pdf


Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ) abriu concurso para preencher 600 vagas para o cargo de Agente Fiscal de Rendas. Os candidatos precisam ter curso superior completo e podem escolher entre as áreas de Gestão Tributária (475 vagas) e Tecnologia da Informação (125). As inscrições são feitas somente pela internet, no período de 24 de junho a 17 de julho (às 14 horas) e custam R$ 75. A remuneração inicial é de R$ 6.806,25.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090619143830781.pdf


Prefeitura de Juazeiro do Norte-CE

A prefeitura de Juazeiro do Norte abriu concurso para diversas áreas. As inscrições custam R$ 80 para cargos de nível superior e vão de 29 de junho a 17 de julho. Economistas podem disputar os seguintes cargos:

  • Secretaria Municipal de Finanças (SEFIN): Auditor Fiscal (4 vagas, vencimentos de R$ 1.600,00, aberto a profissionais de qualquer área de formação superior).
  • Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN): Economista (1 vaga, vencimentos de R$ 1.600,00).
  • Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDE): Economista (1 vaga, vencimentos de R$ 1.600,00).
  • Controladoria Municipal: Auditor (3 vagas, vencimentos de R$ 1.600,00, aberto a profissionais de qualquer área de formação superior).
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090618170321545.pdf


Usina de Energia a Gás de Araucária-PR

A Usina de Energia a Gás de Araucária abriu concurso para formação de cadastro de reserva - inclusive para economista júnior. As inscrições, que vão até o dia 8 de julho, custam R$ 70. A remuneração inicial de Economista é R$ 2.500,00. A data das provas será 2 de agosto de 2009.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090615182611495.pdf


Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça abriu concurso para preencher vagas em diversas áreas. As inscrições vão de 12 de junho a 17 de julho e custam R$ 63. São 10 vagas para Economistas, sendo uma delas para portador de deficiência. A remuneração é de R$ 2.643,28.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090612130924929.pdf


CeasaMinas

A Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S/A abriu concurso para preencher vagas em algumas áreas e formar cadastro de reserva em outras - sendo este último o caso dos Economistas. A remuneração oferecida é de R$ 2.973,54. As inscrições vão de 29 de junho até 13 de julho.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090612155955619.pdf


Receita Estadual - Acre

A Secretaria de Estado da Gestão Administrativa (Acre) abriu concurso disponibilizando 20 vagas para Fiscal da Receita Estadual. As vagas são para profissionais com curso superior em qualquer área e a remuneração pode chegar a R$ 8.190. As inscrições vão de 29 de junho a 21 de julho e custam R$ 75.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090623173511915.pdf


Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão - DF

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Distrito Federal abriu concurso para preencher 23 vagas de Analista de Planejamento e Orçamento. As vagas são para profissionais com qualquer curso superior. As inscrições custam R$ 91 e podem ser feitas no site www.universa.org.br até o dia 05 de julho.

Em outro edital, a mesma Secretaria oferece vagas para Analista de Finanças e Controle, dentro das seguintes áreas: Administração Financeira e Contábil (24 vagas); Correição (3 vagas); Auditoria e Fiscalização - Controle Interno (27 vagas); Auditoria e Fiscalização - Obras (8 vagas); e Auditoria e Fiscalização - Saúde (3 vagas). As inscrições custam R$ 91 e podem ser feitas até o dia 03 de julho, também no site www.universa.org.br.

Nos dois casos, a remuneração é de R$ 7.339,78.


Universidade Federal de Uberlândia

Entre as vagas disponibilizadas pelo concurso da Universidade Federal de Uberlândia, economistas podem concorrer na área de Gestão e Informática (uma vaga). O candidato deverá ter, além do curso superior, mestrado em administração e conhecimentos fundamentais de informática. As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de junho e custam R$ 60. Remuneração a partir de R$ 4.442,60.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090526182602164.pdf


DME Energética LTDA

O concurso da DME Energética LTDA, em Poços de Caldas-MG, dispõe de uma vaga para Analista Financeiro, com vencimento inicial de R$ 4.257,95. As inscrições custam R$ 100 e serão feitas entre os dias 06 e 23 de julho.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090520153928348.pdf


Secretaria de Estado de Fazenda - RJ

A Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro abriu concurso com 100 vagas para o cargo de Fiscal de Rendas, que pode ser disputado por profissionais com nível superior em qualquer área, desde que com um mínimo de 4 anos de curso. A remuneração inicial é de R$ 9.885,40. As inscrições, que vão até o dia 30 de junho, custam R$ 150.

Edital: http://concurso.fgv.br/download/manuais/sefaz09_manual.pdf


Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais

Economistas podem disputar duas vagas oferecidas pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais podem disputar duas vagas para o cargo de Analista de Gestão e Assistência à Saúde - Ciências Econômicas. A remuneração inicial é de R$ 2.172,60. Há ainda uma vaga para Analista de Gestão e Assistência à Saúde - Economia da Saúde, que exige mestrado em Economia da Saúde, com remuneração de R$ 4.391,39. As inscrições custam R$ 70 e R$ 85, respectivamente. As inscrições vão de 7 a 21 de julho.

Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20090511141733164.pdf

 

Repetição de mentiras não elimina a recessão

DesempregoBitCompanyUm dos mais carismáticos ditadores do Mundo, Hitler, acreditava que uma mentira repetida muitas vezes tornava-se verdade. Ainda bem que ele estava errado; caso contrário, teria realmente dominado o Planeta.

No entanto, nossos “democráticos” governantes da atualidade continuam mentindo, mentindo e mentindo, com o objetivo de manterem-se no poder. Seus discursos permitem a aqueles que participam de seus governos de utilizar a intimidação, a coerção e a violência, que se misturam com benevolência, altruísmo, heroísmo e proteção à maioria da população, e esta é utilizada em larga escala como força de manobra de poder.

A promessa de melhorar o padrão de vida de seus conterrâneos, sem nenhum sacrifício de poupança, mas por um simples “toque de Midas”, é a mais prejudicial das mentiras. A maioria dos governos do Mundo, com o objetivo de manter o poder, comete esta mentira, executada por seus Bancos Centrais com políticas monetárias frouxas e crédito fácil.

O modelo utilizado por Clinton foi mantido por Bush, buscando a reeleição, e com o agravante da “torre gêmeas”, não se dispôs em pagar o preço da recessão necessária para resgatar a expansão artificial deixado pelo governo anterior.

O governo Bush em parceria com Greenspan em 2001 implantou sete anos de crescimento artificial, através de juros baixos, créditos fartos e emissão de moeda. No mundo da economia real esta política monetária já não fazia a mágica do “crescimento sem poupança”, e o resultado foi demonstrado pela web site Shadow Stats que fornece dados calculados por uma entidade privada, e mostra – em linhas azuis – que  o crescimento econômico real desse período Bush foi negativo.

No mundo artificial, este modelo parecia desafiar a teoria econômica, pois a hiperinflação não aconteceu, e com mais emissão de moeda e crédito fácil, o dólar, como moeda internacional, valorizado, aumentou o padrão de vida do americano, abastecido por todos os países de mercadorias baratas, notadamente as chinesas, pelo seu escravo custo de mão-de-obra.

A contrapartida foi a farta distribuição de dólares para todos os países, que sentiram segurança na política econômica americana e passaram a emitir suas moedas, estimular o crédito, sem gerar hiperinflação, pois tinham saldos em dólares para importar muitos produtos chineses de baixo custo, mantendo em equilíbrio o “nível geral de preços” e com crédito internacional abundante e barato para investir intempestivamente sem a preocupação dos fundamentos econômicos. 

Claro que a emissão de moeda, crédito fácil e preços dos bens e serviços controlados, faz sobrar dinheiro no bolso e as pessoas sentem que tiveram aumento de padrão de vida. Os governos tinham descoberto uma fórmula mágica de melhorar o padrão de vida de seus povos, sem o sacrifício da poupança. Neste período, o índice de aprovação dos governos era o mais alto da história democrática. 

Mas era mentira...

A política econômica iniciada pela dupla Greenspan-Bush em 2001, que gerou um consumo descontrolado pela emissão de dólar, crédito fácil “para todos” e pelo açude dos preços criado pelos produtos chineses, reelegeu todos os políticos que adotaram esta falácia econômica, em diversos países, inclusive no Brasil, mas como uma mentira não dura para sempre, entre 2007 a 2008 chegou a conta chamada recessão.

O comprimento e largura da recessão irão variar de país a país, em função da dimensão monetária artificial utilizada, e do tipo de política econômica que cada governo irá escolher para atravessar este período difícil.

Como a ciência econômica demonstra, ao contrário do que o conhecimento empírico informa, a recessão é a parte positiva do ciclo econômico, pois ela acontece independente da vontade dos homens para resgatar os erros realizados por seus governos, por meio de seus presidentes, quando autorizam a emissão da moeda, a diminuição dos juros abaixo do valor real e como conseqüência, o crescente aumento de crédito, criando por um período uma expansão artificial, que culmina com a crise que é o início da recessão.

Quanto mais os governos adiarem a recessão pela política de crédito fácil e emissão de moeda, maior será a largura e tamanho da recessão e, dependendo da insistência, levará à morte a sua própria moeda pela hiperinflação.

As atitudes tomadas pós-crise pelo país-modelo EUA já confirmam que manterão a política monetária semelhante à anterior, mas usando uma dose muito maior, ou melhor, uma overdose monetária. A dupla Bernanke/Obama fará inveja a dupla que os antecederam, aliás, já estão fazendo, e os números de emissão e déficit público são  imagináveis.

Mas em uma economia já viciada em moeda, como é a americana, a duração desta máxi-dose monetária, terá um efeito muito menor e no final teremos uma economia “zumbi” e o “vodu” pode ser a economia chinesa.

No Brasil, a otimista dupla brasileira Meirelles/Lula, que contam com o Mantega para ajudá-los a manter uma política monetária, iniciada em 2003, com juros abaixo do verdadeiro e uma emissão de moeda no padrão americano, usam os veículos de comunicação de massa para explicar os resultados da execução de política econômica, “nunca antes vista neste país”.

Pouparei o leitor das afirmações do Presidente Lula, mas vamos às dos subordinados. Meirelles diz que o desemprego, em março de 2009 chegou a 9%, o mesmo de  2007, e justifica: “Não devemos esquecer que existem países que estão com questões desemprego comparáveis às das décadas de 40 e 60”. Temos que perguntar ao Presidente do Banco Central: o “não devemos esquecer” é para os empregados ou desempregados?

“A boa notícia é que a dívida pública deve ficar do tamanho que o mercado esperava, de 38% do PIB”, afirmou Meirelles. Pergunta ao Presidente: que mercado? Outras afirmações de Papai Noel brasileiro:  “O país deve sair mais forte da crise econômica” - Meirelles. “Brasil reúne condições mais favoráveis que a maioria dos países para enfrentar a crise” - Mantega.

Infelizmente os fatos no Brasil não sustentam estas afirmações ufanistas:

• Aumentamos nossa poupança?
• Aumentamos nosso investimento em educação?
• Investimos na infra-estrutura nacional?
• Fizemos uma reforma Jurídica?
• Fizemos uma reforma política?
• Melhoramos a segurança pública?
• Investimos em tecnologia?
• Implantamos uma política ambiental?
• Promovemos uma reforma tributária desenvolvimentista?
• Produzimos um Projeto Nacional de Desenvolvimento Sustentado?

Quais destas questões fundamentais para o desenvolvimento sustentado de um país têm resposta “sim”? Todas. Mentiras, mentiras, mentiras...  não transformam o “não” em “sim”. Mentiras, mentiras, mentiras... não transformam os fundamentos econômicos de longo prazo.

Estes servidores públicos do governo Lula sabem que não existe milagre, o crescimento artificial que experimentamos nestes últimos cinco anos, com aumento da base monetária brasileira (2003/2008 M1+M2+M3+M4 superior a 140%) e estímulo ao crédito com juros baixos (taxa selic de {03/2003} 26,5% para {03/2008} 11,25%) foi efêmero, os brasileiros já viveram esta ilusão, e se o governo Lula insistir, com este novo cenário mundial, irá levar o Brasil para a hiperinflação.

Portanto, manter este modelo econômico, mesmo com dose dupla de política monetária frouxa, a expansão econômica terminará, e ainda no governo Lula, iniciará a recessão, que poderá ser mortal para o país e a história lembrará para sempre de seus algozes.

Peter Schiff, famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico, afirmou recentemente: “Meu palpite é que, na melhor das hipóteses, esse estímulo criado pela dupla Bernanke/Obama irá nos dar mais dois anos, depois dos quais a ressaca recomeçará. Entretanto, como essa recente dose foi extremamente colossal, o revés econômico será igualmente horrível. Meu temor é que, quando a droga diminuir seu efeito, iremos correr até a seringa monetária uma última vez. Essa última dose poderá ser letal, e a economia americana irá morrer de hiperinflação”.

E continua... “Ademais, as ações não estão subindo por causa de uma melhora nos fundamentos de longo prazo da economia americana. No mínimo, o aumento nos preços globais das ações se deve ao fato de os investidores estarem percebendo que manter dólar guardado é ainda mais arriscado do que investi-lo em ações. A maciça inflação monetária que é a fonte desse estímulo inevitavelmente se tornará uma punição para aqueles que estiverem guardando dólares. Por isso, para preservar seu poder de compra, os investidores têm de buscar reservas de valores alternativas, tais como ações.

É importante observar que, apesar dessa impressionante reação, as ações americanas se apreciaram substancialmente menos do que as ações estrangeiras. O pensamento lógico indica que como aplicamos o mesmo modelo econômico americano nosso resultado será semelhante, ou seja, vamos à direção da hiperinflação.

A desvalorização do dólar em relação a uma cesta de 6 moedas: euro, iene, franco suíço, libra, dólar canadense e coroa sueca em 7% nos últimos dois meses, 14,3% em relação ao real e as moedas de exportadores de commodities, como Austrália e Nova Zelândia em 20%,  significa que nossos produtos brasileiros ficarão mais caros para os americanos e teremos uma diminuição ainda maior nas exportações e a conseqüência é um maior desemprego no setor.

Pela lei da oferta e procura que não pode ser modificada nem por decreto-lei do Presidente Lula, quando os preços sobem vende-se menos, ou seja, diminui a receita em dólares para o Brasil. Como dificilmente a China aceitará o real, teremos dificuldade de importar produtos baratos e como conseqüência os produtos nacionais irão disparar pela pressão da demanda monetarizada.

A única solução para diminuir o preço relativo dos produtos braseiros para exportação é uma reforma tributária nos padrões internacionais e uma reforma jurídico/bancária para os juros finais serem semelhantes aos de todos os países desenvolvidos.

Como estamos em plena campanha presidencial antecipada, é tradição do Congresso brasileiro, em período de eleições, não funcionar, e nos resta apenas rezar para que o governo crie um novo milagre sem mentiras.
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Luiz Carlos Barnabé de Almeida é Economista, Jornalista, titular da Cadeira de Economia Política da Estácio de Sá/UNIRADIAL.

 


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